Mais do que a paixão:
os seus motivos; a construção dela. -Motivos que, peça por peça, a elaboram como um vitral com s suas imagens à tranparência? Não-, antes no seu interior visceral de vidro inteiro.
Pensemos o amor no seu jogo através do contentamento: as palavras uma por uma no bordado empolgante dos sentimentos e dos gestos. A mão sobre o papel traça com precisão as ideias na carta que, mais do que para o outro, escrevemos para nosso próprio alimento: o doce alimento da ternura, da invenção do passado ou o envenenamento da acusação e da vingança; elas próprias principais elementos da paixão na reconstrução do nosso corpo sempre pronto a ceder à emoção inventada, mas não falsa. -Não é falso se te escrevo:
"Repara, sequiosa é a faca do teu sileêncio a revolver-se-me bem no interior do ventre.... Cobre com os teus dedos os meus olhos a fim de eu não ver ou não me veja, que te perco e não me odeio."
Eis o ódio, outro principal elemento do amor. Amor cujo objecto nunca será em si a principal caus, mas apenas o motivo, o ponto de partida, jamais o único objectivo ou mesmo o fulcro, o outro.
E se não acredito em mim o amor como sentimento totalmente verdadeiro a não ser a partir da minha imperativa necessidade em inventá-lo (logo já ele é verdadeiro mas tu não), recuso-me a negá-lo no entanto pois na realidade existe, é em si mesmo: vício, urgência, precipício, enquano tu serves apenas de motivacão, de início, de peça envolvente em que te arrasto neste meu muito maior prazer em me sentir apaixonada que em amar-te. Neste meu muito maior prazer em dizer que te amo do que na verdade em querer-te.
Não é falso, então, se te escrevo:
"Sei que te perdi e me afundo, me perco também dentro da minha total ausência de poder em que me queiras."
E assim sofro, aparentemente porque te amo, mas antes porque perco o motivo de alimento da minha paixão, a quem tal vez mais queira do que a ti.
Do desvario não me curo, nem da ansiosa vontade de te ver. Mas aqui por certo será já o desejo e não o amor a causa deste outro sentimento ou alimento de uma emoção que pode ser tomada apenas por amor e erradamente entendida de outra maneira que não pelo simples exercício do corpo, que realmente é.
Não nego, portanto, o exercício do amor. O sofrimento como exercício do mesmo e o mesmo amor como exercício da paixão, qualquer que seja.
Que dou eu então em troca do que me dás?
-O meu amor. Mais exactamente: o meu amor por ti. E jamais, pois, nenhuma de nós três: mulher, se entregará sem dano de si própria a outrem. Ramificação oculta que transportamos na voragem de nos sabermos, de nos descobrir-mos, na viagem que premeditadamente empreendemos através de nós próprias n procura ou na entrega.
Na sistemática dissecação do que nos resta? Ou do muito que possuímos?
2/3/71
e entrando na lúa chea
ser é unha decisión
si,
ser é o difícil
sub-ego subrogo e rogo clemencia
só coa mente se pode chegar aspirar a trascender
só demente,
colega
desexostraizón.
estou moi asustada:
http://www.youtube.com/watch?v=hQ_cDSRsLvE&feature=related
(pq yo! te amo con el ímpetu del viénto, yó!)
diósmío
recomendo tamén...
http://www.youtube.com/watch?v=E0K3afbz9co&feature=related
que algún dos poucos que me le me diga se é posible tomar o símbolo dos cartos como unha metáfora de algo menos absurdo
hip-nó-tí-za-me mézclate conmigo
disfrutade, lunátic@s (e que me perdoen os odiadores das arrobas)
encantadora do vicio:
alí te sentas a observar o mundo,
no outo e negro penedo que deixa que o sol se meta no mar.
encantadora do artificio,
usufructuaria do usufructo prohibido.
a mullermalvadamamada cando fantasea, fantaxía de verdá.
é a xélida fecundIDADE da voráxine devoradora de amamementos.
-ghíate por min
e o mundo malbaila ó seu compás(,) destruído, derrotado, miserento.
sentenciosa, perighosa, abre tódolos labios
quebra rutinaria tódalas barreiras
e tan núa obsérvate
tan núa te obsérva que ti non deixas de crela
[e é a atracción, o atraemento, o atractivo,
un atraco a mau armada
e nunca podes facer nada
e nunca podes facer nada.]
ti lambes sedento as ausencias do seu corpo
e os dentes cravan lentos as mentiras ensuciadas que che vende
e a lentura dos seus ollos
(só para que vexas que nada hai de trampa na sucesión da súa mirada)
esvara queda pola tépeda consciencia e nada queda se non a querencia e a tolemia.
asasínaste seuanxiño,
(botas o peito, os ollos, a cara cara as súas unllas violantes)
e...as distancias curtas... coas súas maus largas
fan que gañe o que temedes,
que perdades a consciencia;
que creades (n)o uni-verso! (tamén falo porque si)
dentalladas en(den)talladas, as musas fan de vós un pandeiro.
Asumides estratexias como por vocación
e o único que leva no corpo é o encarnado das unllas,
e o único que levas ós dentes é a súa boca pene(n)trante
e o único que queredes na vida é...
-galegomamante
amamante
amamantesquedispoixa!
eu non sei, pero...
a min daríame vergonza falarlle así a miña abuela.
...en colaboración con dani
re-sentimento. así enténdelo millor?
nadaquedicir,nadaquecontar,nadaqueperder(autoengano).
e non desesperarme, desesperezarme.
desatados. que tremendo. mollada, na calle, olvidando(,)
todo o que desprecias.
as unllas negras des(a)prazábanse
despacio
polo espacio que se-paraba
a razón
do
de-sexo.
e con-fundirse no abismo sobra
corría. desdibuxábase. en serio. desdibuxábase.
e brillaba e escorregaba. e todo eran asociaciós.
e todo eran mentiras.
e de repente o sentido era o sentido.
e os regalos que non podes tocar só ocupan espacio.
e se empezamos a limparnos flipas co que sobras incluso ti. o sea eu.
naquil sitio só había un sofá. nunha esquina a alegría alborotaba despreocupada as pupilas e deixaba enamorar. na outra, a tristeza abrazaba apenada as pernas e cos cabelos ocultaba... o que tiña que ocultar.
falo desas veces nas que todo sobra pero sobre todo, todo falta
senonmeconformo buá podofliparmazo.ou!desfliparmetoda
princesita punki. atrofiada. que puta pena, colega. princesita punki, que pena.
onde ostia deixei ós doors. en que puto portal me quedei esta noite.
o corpo. ver o corpo en fotogramas. a gramática dos corpos, dos ollos.
ver o corpo en talladas. dar dentalladas no corpo. nos corpos todos.
querer ser pelandrusca é algo moi vulgar para os homes que me suelen gustar.
a gran depresión
grande presión
depresión.
(e aburrimiénto, a verdá)